terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Enfim a tão esperada certificação.


Como havia dito em um dos posts anteriores, minha prova para certificação estava agendada para o mês de janeiro onde estaria de férias e isso se confirmou.
Não foi fácil abrir mão das minhas férias, mesmo porque, este período de férias havia sido negociado em função de um projeto, uma vez que o real período era Ago/2009. E por estar de férias isso exigiu um grau muito maior de comprometimento de minha parte. Quando digo isso, é porque a auto vigilância é necessária para se manter o foco nos estudos e não sair por ai viajando ou assumindo outros compromissos.
Outro ponto é, o apoio da família é muito importante, para ser mais específico - o cônjuge. Minha noiva foi fantástica neste quesito. Abriu mão da minha companhia e acabou se privando também, já que não podíamos ficar todo o tempo que queríamos juntos.
Quanto aos estudos, ele foi baseado na leitura do PMBOK v4, - Li todo o livro. Ao término do PMBOK, sessões de exames simulados no Fast-Track para verificar o meu desempenho que acabou sendo a linha de base de comparação para novos simulados (20 Questões por processo de gerenciamento de projetos e 20 questões de cada área de conhecimento) que realizei após a leitura do Preparatório para exame PMP - Rita Mulcahy. Após isso, último simulado PMP um dia antes da prova e revisão das anotações feitas durante a leitura dos livros.
É impressionante o grau de nervosismo que se fica e que se observa nos demais candidatos à PMP no dia da prova. Você fica no sofá com os demais e todos com aquele olhar tenso, livros na mão para uma última revisão de emergência e etc.
Enfim, ao fim de 20 dias de estudo, por volta de 2 a 3 horas de estudo por dia, veio o resultado - PMP! e com louvor. Não obtive sequer um "Bellow Proficient" na avaliação final e ainda me sai com 3 "Proficient".
Então ficam as dicas:
Estude muito e se dedique. Isso não irá determinar sua aprovação, mas irá mitigar e muito o risco de não aprovação;

Não decore entradas, saídas e ferramentas e técnicas - Tente entender a lógica dos processos. Se você fizer isso bem, o próprio enunciado das questões irá te levar ao que você estudou sem que você tenha que ter decorado. E mais, decorar todos os processos, ferramentas e técnicas, entradas e saídas tira espaço de "compreender" e só funciona mesmo nas aulas de geografia da 6ª Série com a professora Niobe (Sim, eu tive uma professora chamada Niob).

Não abra mão de ler o PMBOK ele é a base e o livro da Rita é o complemento.

Não faça muitos simulados. Não querendo dar uma de Rita Mulcahy porque esta dica ela própria fornece em seu livro. Mas observo colegas se preparando, que fazem 2 ou 3 simulados por dia e se garantem nas notas dos simulados e abrem mão de estudar. Esta dica tem um fundo lógico. Se você faz 10 exames simulados qual é a probalidade de você passar pela mesma questão mais de uma vez? - Lembra do "Compreender sim, Decorar não?".

Leia o Código de Ética do PMI (Além do capítulo correspondente no livro da Rita).

Essas dicas com o apoio da família e a dedicação têm tudo para resultarem na aprovação.

Espero ter ajudado.

PS. Se você acredita que existam outros métodos melhores de estudo, deixe seu comentário!

Abraços!




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Gerente de Projetos e a Monarquia Britânica.

Certa vez entrevistando um candidato para uma vaga na empresa na área de projetos ouvi dele:
" Gosto de ter autoridade nos meus projetos. Não quero ser a Rainha Da Inglaterra, prefiro ser o primeiro Ministro."

Achei genial, uma vez que muitos se vislumbram com a parte "Gerente" do cargo "Gerente de Projetos" e acabam por se frustarem quando percebem que o "poder" e "autoridade" em muitas empresas não estão relacionados à função - Gerente de Projetos. O que resulta na metáfora do meu amigo, afinal, pra que ter o título e tudo mais se quem tem o poder decisório legítimo bem como a real autoridade é outra pessoa?

Tanto é verdade que isto acontece, que o próprio Guia PMBOK no capítulo "Gerenciamento de Recursos Humanos" cita que o Gerente de Projetos deve ter soft-skills como influência para que ele consiga que uma pessoa ou organização execute alguma ação, dado que em muitos casos o Gerente de Projetos na maioria das vezes possui pouca ou nenhuma autoridade sobre os recursos envolvidos no projeto (Salvo em estruturas puramente projetizadas).

Enfim, acho que não existe muito certo ou errado neste caso, penso que seja mais uma questão de adequação ao ambiente em que se trabalha (O tal respeito aos "Fatores Ambientais da Empresa"). Cabe ao Gerente de Projetos escolher em qual estrutura organizacional e qual cultura e empresa deve ter para que ele possa desempenhar o melhor de seu papel e tentar uma colocação nas empresas que se encaixem neste perfil, uma vez que é muito mais fácil você mudar de emprego do que mudar sua empresa. Dependendo do porte da empresa a mudança de cultura sem o devido apoio das pessoas corretas não chega nem a ser díficil, é impossível.

Pelo menos é a minha opinião.

Comentários?

Resolução de Ano Novo.

Consta da minha lista de afazeres de 2010:

Atualizar de forma mais constante este blog.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Apoio da alta gerência.

Pode parecer estranho mas em muitos casos você está em um projeto que não tem o apoio da sua gerência. Ou é aquele comprometimento apenas com o resultado do tipo "Não quero saber como e quem, quero saber do quando!".
Acho que este tipo de gerente (Funcional) acabam por sobrecarregar o gerente do projeto, uma vez que, este acaba tendo que tomar atitudes muitas vezes que não são de sua alçada. Por exemplo, todo projeto tem a boa e velha scalation list. Com base nela, você vai até o seu gerente para reportar uma situação que deve ser tratada em uma camada acima do projeto. Eis que vem a resposta -"Toma aqui o telefone do diretor de nosso fornecedor, liga para ele e resolva". Então para que serve o scalation list, hierarquia e demais "Fatores Ambientais e Ativos de processos organizacionais"? E o mais grave, o plano de gerenciamento de recursos humanos com as atribuições e etc.
Há algum tempo, passei por uma situação de ingerência de um fornecedor por duas vezes. Como gerente do projeto solicitei a retirada deste recurso do projeto. Por não possuir o apoio necessário e devido ao fato de que o poder à mim concedido para "alocar,retirar e substituir recursos quando necessário" era apenas uma mera informação do plano de recursos humanos e que não "se deve aplicar tudo ao pé da risca" - Palavras do meu gerente na época - o recurso foi mantido. Detalhe a retirada tinha sido decidida por uma grande questão de falta de respeito com os demais membros da equipe - coisa séria mesmo.
Agora vamos pensar. Como fica um gerente de projetos que decide algo no projeto e o seu próprio gerente tira a sua autoridade? Como este recurso irá se comportar frente alguma cobrança que parta de você?
Acho que esta é uma das TOP10 - de situações em que um Gerente de Projetos deve se retirar por conta própria do projeto - A falta de apoio do gerente / patrocinador ou como eu gosto de chamar o "Fogo amigo".

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Prova do PMP

Remarcada para Jan/2010. Período onde estarei de férias.

Análise de Requisitos

Trecho de um edital:

"O rack deve ser de 19" com no minimo 42 Us, onde 6us devem ser destinadas à instalação de servidores. Servidores estes que serão instalados pela equipe de TI da contratante."

O que a pré vendas inseriu no projeto para aquisições?
Rack Aberto de 19" com no mínimo 42 Us.

O que o fornecedor forneceu?
Rack Aberto de 19" com no mínimo 42 Us.

O que o cliente realmente desejava?
"rack fechado de 19" de no mínimo 42us com 570 mm de profundidade. Ou seja, os racks abertos não possuem "profundidade", logo, não será possível a alocação dos servidores de 570 mm de comprimento.

Resultado:
Um projeto prestes a entrar em freezing pois todos os racks foram adquiridos e a metade deles já instalados. Uma solicitação de mudança impacta em custos, prazos e nas demais demandas concorrentes, ou seja, deverá ser (caso a solicitação de mudança seja aprovada) iniciado o projeto "Troca de Racks" para que o projeto atual possa ser continuado.

Debate:
Quem errou nesta?
A-) O cliente.Afinal de contas ele deveria especificar melhor o rack antes de soltar a licitação. O contratado apenas ofertou aquilo que estava no edital.

B-) O contratado. Afinal ele deveria perguntar ao cliente se aquela especificação realmente bastaria

C-) O cliente e o contratado. O cliente deveria especificar melhor e a pré vendas do contratado deveria ter identificado esta especificação incompleta e se fosse o caso alertado

D-)O contratado. Pois está claro que ele se utilizou de uma especificação mal feita para tomar vantagens ofertando racks de menor custo.

F -) NDA.

G-) Todas as questões
....

Complicado....

André Cruz, PMP
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Estive sumido...

Olá,

Estive sumido por estes dias (e coloca dias nisso!).
Talvez por conta do projeto citado aqui anteriormente e pelos outros 4 que estavam sob a minha gestão.Enfim neste post quero citar uma passagem que eu ouvi em uma palestra do ótimo Paulo Sabbag (Doutor em Administração pela FGV-EAESP. Engenheiro e Mestre pela Escola Politécnica da USP. Certificado em 1998 pelo Project Management Institute como PMP. É presidente do Conselho de Orientação do Chapter Brasil, SP do Project Management Institute. Leciona no Departamento de Produção e Operações da EAESP/FGV desde 1988, dirigiu o GVpec - Programa de Educação Continuada de 1995 a 1999. Dirige a Sabbag Consultoria desde 1993.)
O tema era sobre as formas de se escolher um gerente de projetos para um projeto. Dentre as técnicas,vamos chamar assim, estavam conhecimento técnico, perfil adequado ao projeto e o último e mais temerário: A disponibilidade do GP.
Ou seja, ainda se escolhem GPs daquele "pool" que está sem projetos ou com projetos menores ou grandes projetos próximos do término.
Para alguns pode até não ser muito desafiador escolher um GP para um projeto. Mas pensemos, uma escolha mal feita pode "queimar " um bom GP em começo de carreira, sobrecarregar o excelente GP (E toda organização tem um deste - Solteiro, sem filhos e sem vida social, afinal de contas, este muitas vezes costuma ter mais de 1 projeto e todos de nível estratégico alto) e é claro, pode também levar um projeto ao fracasso.
Isto também me remete aos escritórios de projeto ou áreas de implantação que não incentivam a paridade de "skills" do time. Você tem de todos os gostos : Bons GPs, Médios, Regulares e até os péssimos.
Este acaba sendo um cenário péssimo para projetos, pois sobrecarrega, desmotiva e não oferece possibilidades de aprendizado muito amplas, enfim, o "turn-over' de empresas como está é elevadíssimo.
Então, pensem na escolha correta!